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10 de set. de 2013

Cínica


Apareceu sorrateira, sem avisar
Fingindo felicidade
Cortou a escuridão e atingiu meu peito
Por fim, me fez lembrar que a noite não é para sorrisos.


5 de mar. de 2013

.mp3


O que mais tocavam eram músicas alegres e agitadas,
Mas também muita música brega e engraçada.
Sem falar do mpb do bom. 
Tinha momentos que até rolavam músicas infantis, boninhas e logo
Passando a tocar músicas românticas. Sendo desde um melodrama até romantismo de alto nível.
Verdadeiras Love Songs.
Tocava Beatles e Los Hermanos.
Ás vezes até se metia a tocar algo estrangeiro ou de videogame.
Até que começou uma verdadeira balada depressiva.

Músicas tristes invadiram o ambiente.
O CD foi se exaustando, girando fora do ritmo. 
E de tanto ser tocado, ele foi riscando...
E riscando...

Dei de parar de ouvi-lo. 
Mas era impossível. A música contida nele fazia parte do que eu era, da minha existência
Músicas preenchem espaços que julgamos ser impreenchíveis.

Resolvi limpá-lo e lustra-lo a fim de fazer fluir normalmente e novamente
Mas os riscos eram muitos e muito profundos
Até que um dia não teve mais jeito, o CD quebrou.

Tenho guardadas as faixas, mas não é a mesma coisa.
Ouvi-las no CD é diferente, único e habitual.
Mas essas coisas são irrecuperáveis.

Tenho que encarar e aceitar que já fora o tempo do CD.

21 de out. de 2012

de amor

A verdade é que eu nunca falei do amor, nunca falei da gente, aqui.
Eu não sei, não consigo. Estou tentando.
A verdade é que eu não sei mais o que é a gente. A gente é tudo.
A gente é nada mais que tudo. Tudo mais que nada?
A gente é tão metamorfose.
A gente sou eu. É você. Nós.
Nós atados e cegos.
A verdade é que em mim, existem várias. E a que escreve aqui não costuma falar de coisas boas.
A gente é coisa boa.
Mas agora a gente virou assunto daqui. Deixou de ser coisa boa? Não sei. Sei que não.
Prefiro pensar que é exceção.